Doces, reverências e outras dificuldades de viver em Pian
Pian tem palácios, jardins, famílias importantes e mesas com doces de mel.
Parece um lugar agradável.
Até alguém explicar que você precisa esperar oferecerem o doce, fazer a reverência certa e, em determinadas situações, guardar sua opinião mesmo quando tem certeza de que está certa.
Separei algumas curiosidades do mundo de NYM — As Margens do Impossível — Volume I: Então Prove, sem revelar os rumos da história.
1. A etiqueta começa cedo
As crianças das famílias da corte aprendem a cumprimentar, fazer reverências e respeitar a posição de quem está diante delas.
Antes de uma visita ao palácio, há instruções sobre onde ficar, como falar e quando permanecer em silêncio.
Para os adultos, isso é educação.
Para uma criança cheia de perguntas, pode parecer uma lista de obstáculos.
2. Até os doces têm protocolo
Nas recepções, a mesa estar cheia não significa que as crianças podem avançar sobre ela. É preciso esperar que ofereçam.
Sim, os doces estão ali.
Sim, você consegue vê-los.
Não, isso ainda não é autorização.
Entre as pequenas delícias que aparecem no livro estão os doces de mel. Uma informação muito mais interessante para algumas crianças do que o nome da próxima família que precisam cumprimentar.
3. Os jardins também fazem parte da vida social
Jardins, pátios e pavilhões aparecem como espaços de convivência. É onde as crianças podem brincar, conversar e observar umas às outras enquanto os adultos participam dos encontros formais.
As famílias continuam por perto, assim como criados e funcionários.
Portanto, sair do salão oferece um pouco de liberdade. A supervisão costuma ir junto.
4. Ser príncipe não dispensa a lição
A educação de um príncipe inclui estudo, disciplina e preparação para suas futuras responsabilidades.
E há aulas de caligrafia.
O título pode garantir uma posição importante, mas não faz o exercício sozinho.
Por trás das roupas formais e da postura impecável, também existe uma criança que pode estar cansada, entediada ou muito interessada em fazer outra coisa.
5. Uma recepção exige atenção aos detalhes
Roupas, cumprimentos, postura e palavras recebem bastante atenção nos encontros entre famílias da corte.
As crianças precisam lembrar nomes, responder perguntas e se comportar diante de adultos que acabaram de conhecer.
Quem observa também percebe que um sorriso pode mudar assim que a outra pessoa se afasta.
Pian exige boa memória. E alguma habilidade para entender expressões.
6. Os livros guardam mais do que histórias
Bibliotecas também reúnem registros de famílias nobres, mapas e documentos.
Esses materiais ajudam a conhecer o território e as relações entre pessoas importantes. Um mapa atualizado pode ser especialmente valioso para quem quer entender o que acontece além dos jardins e dos salões.
É um mundo em que saber procurar informação tem bastante utilidade.
Embora uma caixa de doces ainda consiga interromper uma sessão de leitura.
7. Há espaço para jogos e treino
O cotidiano também inclui jogos de tabuleiro e prática de espada.
Nos jogos, é preciso observar, esperar e aprender com os próprios erros. No treino, postura e repetição fazem diferença.
São atividades que permitem acompanhar as crianças aprendendo — inclusive a lidar com a derrota.
Algumas lidam melhor do que outras.
Um mundo visto de perto
Uma das coisas de que mais gosto em Pian é esse encontro entre a formalidade da corte e a vida cotidiana.
Há títulos importantes, mas também há aulas demoradas. Há regras de comportamento, mas também há crianças olhando para a bandeja. Há famílias preocupadas com a postura dos filhos, enquanto os filhos possuem preocupações bastante próprias.
Esses detalhes dão vida ao cenário.
E ajudam a entender por que, para Lyria, aprender a conviver com os humanos exige tanta observação.
Principalmente quando ninguém explica direito por que o doce ainda não pode ser comido.


