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Doces, reverências e outras dificuldades de viver em Pian

Foto do escritor: Romany Oliveira
Romany Oliveira
11 de out.
3 min de leitura

Pian tem palácios, jardins, famílias importantes e mesas com doces de mel.

Parece um lugar agradável.

Até alguém explicar que você precisa esperar oferecerem o doce, fazer a reverência certa e, em determinadas situações, guardar sua opinião mesmo quando tem certeza de que está certa.

Separei algumas curiosidades do mundo de NYM — As Margens do Impossível — Volume I: Então Prove, sem revelar os rumos da história.


1. A etiqueta começa cedo

As crianças das famílias da corte aprendem a cumprimentar, fazer reverências e respeitar a posição de quem está diante delas.

Antes de uma visita ao palácio, há instruções sobre onde ficar, como falar e quando permanecer em silêncio.

Para os adultos, isso é educação.

Para uma criança cheia de perguntas, pode parecer uma lista de obstáculos.


2. Até os doces têm protocolo

Nas recepções, a mesa estar cheia não significa que as crianças podem avançar sobre ela. É preciso esperar que ofereçam.

Sim, os doces estão ali.

Sim, você consegue vê-los.

Não, isso ainda não é autorização.

Entre as pequenas delícias que aparecem no livro estão os doces de mel. Uma informação muito mais interessante para algumas crianças do que o nome da próxima família que precisam cumprimentar.


3. Os jardins também fazem parte da vida social

Jardins, pátios e pavilhões aparecem como espaços de convivência. É onde as crianças podem brincar, conversar e observar umas às outras enquanto os adultos participam dos encontros formais.

As famílias continuam por perto, assim como criados e funcionários.

Portanto, sair do salão oferece um pouco de liberdade. A supervisão costuma ir junto.


4. Ser príncipe não dispensa a lição

A educação de um príncipe inclui estudo, disciplina e preparação para suas futuras responsabilidades.

E há aulas de caligrafia.

O título pode garantir uma posição importante, mas não faz o exercício sozinho.

Por trás das roupas formais e da postura impecável, também existe uma criança que pode estar cansada, entediada ou muito interessada em fazer outra coisa.


5. Uma recepção exige atenção aos detalhes

Roupas, cumprimentos, postura e palavras recebem bastante atenção nos encontros entre famílias da corte.

As crianças precisam lembrar nomes, responder perguntas e se comportar diante de adultos que acabaram de conhecer.

Quem observa também percebe que um sorriso pode mudar assim que a outra pessoa se afasta.

Pian exige boa memória. E alguma habilidade para entender expressões.


6. Os livros guardam mais do que histórias

Bibliotecas também reúnem registros de famílias nobres, mapas e documentos.

Esses materiais ajudam a conhecer o território e as relações entre pessoas importantes. Um mapa atualizado pode ser especialmente valioso para quem quer entender o que acontece além dos jardins e dos salões.

É um mundo em que saber procurar informação tem bastante utilidade.

Embora uma caixa de doces ainda consiga interromper uma sessão de leitura.


7. Há espaço para jogos e treino

O cotidiano também inclui jogos de tabuleiro e prática de espada.

Nos jogos, é preciso observar, esperar e aprender com os próprios erros. No treino, postura e repetição fazem diferença.

São atividades que permitem acompanhar as crianças aprendendo — inclusive a lidar com a derrota.

Algumas lidam melhor do que outras.


Um mundo visto de perto

Uma das coisas de que mais gosto em Pian é esse encontro entre a formalidade da corte e a vida cotidiana.

Há títulos importantes, mas também há aulas demoradas. Há regras de comportamento, mas também há crianças olhando para a bandeja. Há famílias preocupadas com a postura dos filhos, enquanto os filhos possuem preocupações bastante próprias.

Esses detalhes dão vida ao cenário.

E ajudam a entender por que, para Lyria, aprender a conviver com os humanos exige tanta observação.

Principalmente quando ninguém explica direito por que o doce ainda não pode ser comido.

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