Eu só queria saber mais sobre gênios. Aí comecei a pensar nos desejos.
Tudo começou de um jeito relativamente inocente.
Eu tinha assistido a um filme, depois a uma série, e percebi uma coisa:
eu não sabia quase nada sobre gênios.
Naturalmente, fui pesquisar.
O problema de pesquisar alguma coisa quando se tem imaginação demais é que chega um momento em que você para de perguntar “como isso funciona?” e começa a perguntar:
“Tá, mas e se fosse assim...?”
E foi aí que os desejos ficaram mais interessantes que os próprios gênios.
Porque, se alguém realmente pudesse conceder um desejo, o que a gente pediria?
Dinheiro? Poder? Sucesso?
E se fosse amor?
Não simplesmente encontrar alguém, mas desejar amor incondicional.
Foi quando percebi uma coisa engraçada: talvez eu já tenha feito esse pedido.
E talvez ele tenha sido atendido.
Porque eu costumo dizer que o gênio me deu a Miau.
Ou o universo.
Ou Deus.
Pode chamar como quiser.
Eu só sei que pedi amor incondicional e, em algum momento, apareceu uma gata na minha vida que aparentemente decidiu:
“Certo. Mas vai ser do meu jeito.”
Da curiosidade sobre gênios vieram os desejos.Dos desejos vieram as consequências.E daí minha imaginação fez o que costuma fazer:
complicou tudo até virar livro.
Eu queria entender melhor os gênios. Acabei pensando em desejos, amor incondicional e na possibilidade de que o meu já tenha sido atendido — em forma de gata.