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Quem vive em Elarys? Elfos, humanos e demônios têm algumas diferenças

Foto do escritor: Romany Oliveira
Romany Oliveira
11 de out.
3 min de leitura

Dividir um mundo exige certos acordos.

Onde construir uma cidade? Como utilizar uma floresta? Quem pode explorar uma mina? O que servir quando os convidados possuem hábitos alimentares diferentes?

Em Elarys, humanos, elfos e demônios desenvolveram culturas próprias. Eles compartilham territórios, recursos e conhecimentos, mas nem sempre concordam sobre como tudo isso deveria funcionar.

Aqui vai uma apresentação dos três principais povos já desenvolvidos nesse universo, sem revelar os segredos da história.


Elfos: preservar também é uma escolha

A cultura élfica valoriza o equilíbrio da natureza e a continuidade das tradições.

Suas afinidades mágicas abrangem plantas, animais, água, terra, vento, luz e outras manifestações ligadas ao ambiente. Esse conhecimento participa da proteção dos territórios, da agricultura, da cura e da construção.

Os elfos são majoritariamente vegetarianos e condenam a caça em larga escala. Isso cria diferenças importantes em relação aos hábitos de humanos e demônios.

Para eles, uma floresta possui valor que vai além daquilo que pode ser retirado dela.

Essa preocupação com a preservação também aparece nas instituições: linhagens antigas, memória ancestral e tradições possuem grande importância.

O desafio surge quando preservar exige decidir o que pode mudar.


Demônios: conhecimento, intensidade e responsabilidade

Os demônios de Elarys possuem uma cultura que valoriza poder, competência, lógica e responsabilidade.

Em Ilarys, o império demoníaco, a pesquisa recebe enorme respeito. Suas especialidades mágicas também sustentam medicina, engenharia, comércio e transporte.

As emoções demoníacas são mais intensas que as humanas, o que torna o equilíbrio uma preocupação importante para essa sociedade.

Há ainda a longevidade: os demônios vivem milênios, e seu amadurecimento ocorre de maneira muito mais lenta.

Por isso, ter acumulado séculos de conhecimento não significa necessariamente possuir maturidade adulta.

Para um humano, a idade pode parecer impressionante.

Para a família demoníaca, aquela criança ainda precisa de educação e supervisão.


Humanos: adaptação, progresso e instituições

Os humanos de Elarys valorizam progresso, adaptação e organização política.

Sua sociedade possui instituições, eleições, partidos e negociações entre diferentes interesses. Também participa da produção de conhecimento mágico: a magia desse mundo é estudada por diferentes povos.

Um detalhe importante para quem acompanha NYM: os humanos de Elarys e os humanos de Pian pertencem a realidades diferentes.

Pian possui sua corte imperial e seus próprios costumes. Elarys apresenta outra organização política e outra relação com a magia.

Portanto, conhecer um desses mundos não significa saber automaticamente como viver no outro.


Eles convivem mais do que parece

O contato entre os povos acontece por comércio, pesquisa e diplomacia, além das disputas territoriais.

Cristais de mana, ervas raras, rios, florestas e rotas comerciais interessam a diferentes comunidades.

Uma mesma região pode representar recursos para uma cidade, patrimônio ancestral para outra e uma oportunidade de pesquisa para uma terceira.

Com tantos interesses envolvidos, até uma conversa sobre o uso de uma floresta pode ficar bastante longa.

E todos podem chegar convencidos de que sua proposta é a mais sensata.


Elarys também possui criaturas mágicas

Além desses povos, o mundo inclui criaturas espirituais, bestas mágicas e dragões.

Algumas tradições trabalham com pactos, invocação, criação de montarias e convivência com essas criaturas.

Essas relações também exigem conhecimento e cuidado. Um pacto forçado pode ser instável e perigoso.

A capacidade de chamar uma criatura traz consigo a responsabilidade de compreender com quem se está lidando.


Uma espécie não explica uma pessoa inteira

Uma das coisas que mais gosto de construir em Elarys são as diferenças entre a reputação de um povo e a vida de seus habitantes.

Cada cultura possui valores, contradições e maneiras próprias de entender o mundo. Dentro delas, também existem indivíduos que concordam, questionam ou escolhem outros caminhos.

Conhecer alguém exige mais do que reconhecer sua espécie.

Em Elarys, perguntar antes de presumir pode evitar bastante confusão.

E descobrir o que o convidado come antes de preparar o jantar já é um bom começo.

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