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Meu pai contava histórias para eu dormir. O plano tinha uma falha.

Foto do escritor: Romany Oliveira
Romany Oliveira
25 de set.
1 min de leitura

Quando eu era criança, meu pai contava histórias para eu dormir.

A lógica era simples:

história → criança relaxa → criança dorme.

Só havia um pequeno problema nesse planejamento.

Eu não dormia.

Eu queria saber o que acontecia depois.

Quando a história terminava, em vez de finalmente fechar os olhos, vinha o pedido:

“Conta outra.”

E depois outra.

E, se ele tivesse cometido o erro de contar uma história particularmente boa, dormir ficava ainda menos interessante.

Anos depois, comecei a escrever A Floresta das Histórias.

E acho engraçado perceber que, de algum jeito, aquela criança que não queria que as histórias acabassem continuou por aqui.

Só mudou uma coisa:

agora, quando uma história termina e eu quero outra...

sou eu que tenho que escrever.


Meu pai contava histórias para eu dormir. O problema é que eu gostava tanto delas que dormir virou a parte menos interessante da noite.

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